QUARTA DE COPA #03 - Eterno quase?



Esse clima de copa do mundo, desperta em muitos de nós, amantes do futebol, o amor e a raiva de seleções que nao sejam a nossa pátria mãe. Uns amam esse gosto, outros odeiam, semelhante ao que acontece quando se é torcedor de algum time europeu. Mas, torcendo ou não, o bom fã deste esporte bretão tem que ter um gosto especial por todas as seleções e seus embates, em especial a copa do mundo, que traz um sentimento e uma sensação única. Mas hoje não falaremos de copa do mundo em si, ou de alguma favorita ao título, mas sim da eterna seleção do quase, a English Team. 

Já passou-se muito tempo do único título inglês
A seleção inglesa não é cotada a favorita pra alguma coisa a mais de uma década, sempre entra nas competições como "boa no papel, ruim na bola", e normalmente ela segue esta regra. Mas a Inglaterra tem sua história sim, curta, mas tem. A história da seleção da rainha hoje se resume ao título (discutível) da copa do mundo de 1966, no qual foram comandados pela genialidade do maior futebolista inglês de todos os tempos, Sir Bobby Charlton. Além disto, apenas um quarto lugar em 1990 figuram nas honras apresentadas nos museus de Wembley. 

O timaço de Beckham, ficou no papel
Mas voltando a velha "lei inglesa" do quase (ou nem isso), acredito que a melhor maneira de representá-la seja na euro 2004. Na tal competição, que foi vencida pela zebra, Grécia, a Inglaterra foi eliminada nas quartas de final pela seleção Portuguesa. Analisando rapidamente, vemos que o elenco inglês continha nomes como Neville, Ashley Cole, Terry e Campbell na defesa, um meio com Scholes, Beckham, Lampard e Gerrard e um ataque com o jovem Rooney e o bola de ouro de 2001, Owen. Sim amigos, sem dúvida alguma um timaço, mas por algum motivo os deuses do futebol não queriam ver o capitão Beckham levantar essa taça, ou melhor, nenhuma taça. Simplesmente, boa no papel, ruim na bola. 

Com os passar dos anos, essa fama criou uma áurea envolta da seleção, sendo que hoje ela é vista como uma seleção medida, apesar de seus bons jogadores. É como se o peso da camisa inglesa apequenasse o futebol dos ingleses, em vez ser temida pelas adversários. 

Gerrard e Lampard comandam o meio, mas a idade deve pesar
E o atual momento é até pior que o passado recente, além do famoso "carma" inglês, a seleção atual deixa a desejar. Tem um goleiro que adora entregar na hora H, a defesa não tem o mesmo peso que Terry e Campbell (ou Ferdinand) traziam. O meio ainda é comandado por Lampard e Gerrard, mas que já sentem a idade e nao tem os piques dos aureos tempos, e no ataque temos a absurda (mas duvidável) boa fase de Sturridge e o 10 que em teoria, resolveria, Rooney. É uma boa seleção? Sim. Pode superar a fama? Muito difícil. Até por que nem a sorte esteve do lado inglês, que a colocou no grupo da morte, com Itália, Uruguai e Costa Rica. Num grupo desses, a classificação já seria mérito, levando em conta todos os fatores, porém será difícil: Costa Rica é o "saco de pancadas", Uruguai conta com a espetacular fase de Suarez, e a Itália dispensa apresentações, sendo que para mim, o que decidirá o segundo colocado será o duelo entre Inglaterra x Uruguai.

Roy Hodgson tem a missão de fazer a seleção jogar
Hoje, mais do nunca, a rainha e seus súditos torcem para que os deuses do futebol mostrem sua faceta inglesa e deixem de brincar com os corações do torcedores mais fanáticos, mas mesmo assim, a missão é complicada. Porem, ser a seleção "boa no papel, e ruim na bola" trouxe apenas desgosto ao inglês, mas por que o elenco que agora é ruim no papel, não pode surpreender e ser boa na bola? Improvável. Mas só tempo dirá.
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