Volante forte na marcação e com boa saída de bola. Não tinha
como ser mais “moderno” no futebol atual. Danilo é o que podemos chamar do
jogador da moda. Tem cada vez mais espaço para nomes assim, e ao mesmo tempo,
faltam no Brasil jogadores com essa capacidade. Carência essa que foi suprida
justamente pelo volante do Valencia.
O volante saiu muito jovem do Vasco em direção a Portugal.
Foi bem pelo Braga, e já tinha seu nome vinculado a alguns times, mas foi na
Copa do Mundo sub-20 que ele se destacou. Como capitão da amarelinha nos levou
a final, e saiu como melhor jogador da competição, atraindo ainda mais atenção
dos grandes clubes europeus. O Valencia então foi buscá-lo, e não contava com nenhuma unanimidade da posição no elenco.
Sem grandes concorrentes, Danilo não demonstrou nervosismo,
nem precisou de tempo de adaptação. Tomou conta do meio campo da equipe e fez
uma brilhante temporada de estreia, tendo a cláusula de compra usada, e
assinando por 5 temporadas pelo clube. Porém, ele não cumpriu nem metade do
contrato.
Após os primeiros seis meses de sua segunda temporada no
clube, seus agentes receberam a ligação de Pep Guardiola, que queria de
qualquer jeito contar com o seu futebol. Danilo era o substituto ideal de
Schweinsteiger.
Não tinha como negar, o volante rumou a Alemanha. Ganhou
confiança cedo, viu Guardiola bancar a sua titularidade, e aproveitou a
oportunidade. Assim como no Valência, tomou conta do time, e comandou o Bayern
na campanha do título europeu na temporada seguinte. Foram mais três temporadas
de alto nível, até que sua primeira lesão séria aconteceu.
Foram 8 meses de recuperação, uma temporada perdida, e cada
vez menos espaço. Guardiola, seu maior admirador, foi embora. Sua vaga estava
ameaçada. Após a volta da lesão, outros jogadores já haviam sido contratados, e
Danilo ficou 6 meses só treinando e indo para o banco em alguns momentos.
Cansado com a situação, o jogador falou com seus
empresários, que com a boa relação com o Valencia, conseguiram convencer o
clube espanhol a recontratar o atleta. Danilo chegou mais experimente, jogou
bem em duas temporadas, mas novamente se lesionou.
Não tinha mais jeito, Danilo não rendia mais o quanto podia,
e acabou voltando ao Brasil. Com a pouca mobilidade pelas lesões, chegou ao
Vasco como camisa 10 e comandou a equipe a três títulos estaduais e uma Copa do
Brasil, antes de assinar o último contrato de sua carreira com o Shangai
Shenua.
Danilo encerrou sua carreira como um daqueles jogadores que
poderiam ter entrado pra história, que chegou a ser considerado um craque, mas
viu as lesões tirarem a possibilidade de um maior lugar na história. Leva com
ele as duas Champions League pelo Bayern e uma Copa do Mundo como principais
títulos. Durou pouco, mas o alto nível de Danilo foi brilhante, e deixará
saudades.

